segunda-feira, junho 08, 2009

depoimento de um inocente.

tudo começou há sete anos. ela era bem mais nova do que eu. o que posso fazer? sempre que a via me vinha um sentimento estranho. um calafrio na espinha. um calafrio que dói. um calafrio que quase se transformava em um orgasmo. só em sentir seu cheiro, meu dia já ficava praticamente pleno. ela costumava confiar em mim. me abraçava de uma maneira. como se só eu importasse pra ela. mas isso foi há muito tempo. hoje, ela nem olha pra mim. não me visita. eu sofro com isso, pois nem foto dela sequer eu tenho guardada. a culpa é minha? eu não posso controlar o que meu corpo, meu coração(ou seja lá o que for) quer. como qualquer pessoa, tenho desejos que precisam ser realizados. tocá-la era como uma necessidade fisiológica. era como uma droga na qual eu já estava viciado. durante sete anos, fizemos toda e qualquer posição que alguém possa imaginar. dizem que eu não deveria ter feito o que fiz. mas eu posso dizer que fui feliz. durante sete anos. apesar de que praticamente sempre ela chorava, sangrava e, até, desmaiava. mas eu nunca parava. quando ela achava que era o fim, para mim era apenas o começo. comigo ela descobriu coisas que demoraria anos para descobrir(palmas para mim). conhecia todas as partes de seu corpo. mais do que qualquer pessoa possa tentar. atualmente, não nos falamos. não pensamos um no outro(na verdade, pensamos. eu penso nela. ela evita pensar em mim -certo?). segundo ela, eu causei um enorme trauma em sua vida. para mim, ela me causou enormes anos de prazer. quem está certo? até onde eu saiba, os pais sempre têm razão. não é verdade, meretíssimo?

5 comentários:

Maira Alvarenga disse...

me surpreendeu! não só o texto, mas principalmente o autor! muito bom! parabéns! adorei o blog ^^
bjo, amigo liiiendo! adoooro! =***

FelipeLima disse...

Surpreendente o final! =D
Muiiiito bom!!!!

Abracos

Unknown disse...

Nossaaa!Não conhecia esse seu lado culto de ser! huahuahahuaahu
adoreeeiii! =***

Leticia Brito disse...

Nossa, belas suas palavras. Dá forma que você escreve parece que seus personagens criam vida. E eu adoro isso.

ascka disse...

O texto mais anti-hermético que já li.